A primeira “Passarola” algo mais pesado que o ar, que deixou o solo, teve sua patente outorgada em setembro de 1707, pelo Rei Português Dom João V, sendo a primeira patente concedida a um brasileiro. Outro brasileiro, na mesma linha, da dirigibilidade aos balões com motor a combustão e é premiado por ter dado uma volta na torre Eiffel com seu dirigível nº6 no ano de 1901. Em novembro de 1906 o aeroplano denominado 14 bis foi o primeiro artefato humano a deixar o solo e alçar voo, os primos norte americanos teimam com os irmãos Wright, mas em nenhuma hipótese se submetem a provarem que o aeroplano dos irmão saia sozinho do chão, não, ele precisava ser catapultado, logo os primos ganham pela força da propaganda, mas não pela realidade dos fatos, quem saiu primeiro do solo, por duas vezes, foram Brasileiros.
Reconhecido mundialmente o virologista Oswaldo Cruz erradicou a varíola e febre amarela no Rio de Janeiro e foi responsável pela criação de institutos que processam anti virais entre tantas outras vacinas e soros que salvam milhões de vidas pelo planeta terra. Também é sabido que o primeiro câmbio automático foi idealização de um brasileiro, embora a patente tenha sido requerida e concedida a um sueco. O motor a combustão movido a água, por meio da eletrolise, igualmente foi criado por brasileiro. O projeto PROALCOOL de 1975 fez centenas de estudos para se conseguir o melhor derivado e foi a cana de açúcar a escolhida, enquanto na Faculdade Mauá de Engenharia, em seu departamento de mecânica se criava o primeiro motor a álcool pelo engenheiro Urbano Ernesto Stumpf e em 1980 entra em linha de produção nos veículos da FIAT.
Os exemplos de Brasileiros e suas invenções são bem vastos, poderíamos ter aqui uma grande tese, contudo, o objetivo é demonstrar que somos um celeiro de inventores e plenamente capacitados a colocarmos nosso Pais à frente das grandes inovações, a questão é por que a PETROBRAS, com seus bilhões, não investe nas Universidades, nos projetos em fases de estudos e que são centenas e maravilhosos e posso dar o meu próprio testemunho pois quando visitei o departamento de engenharia da UNESP no interior de São Paulo, fiquei impressionado com os projetos aguardando recursos para irem a pratica. A população não deve ter medo da inovação, o petróleo tem seu prazo contado e até mesmo os maiores produtores já o sabem e trilham novas rotas para captação de recursos, e este deverá ser nosso rumo também, poderemos ter um Brasil a frente das pesquisas mundiais nas gerações alternativas de energia que não tenham a dependência do petróleo, não devemos ter medo das mudanças, elas vão nos atropelar, queiramos ou não o planeta segue!
Adilson Claudio Martins 02/2020